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7 de abr. de 2012

Se acaba em mim.

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   Finge que não, me olha com o canto dos olhos, gesticula com cara de quem quer. Se acaba em mim, e naquilo que eu não te deixo ver e nem tocar. Se perde em pensamentos tentando adivinhar como fazer, por onde começar, no que vai sentir...
    Vem, se derrete quando eu te dou um terço de espaço para me descobrir. Você implora, me faço de difícil. Você me aperta, me marca, acha que te pertenço. Você não disfarça, nem quer fazer. Sente meu gosto e na minha pele o gosto da pretensão. Você se acha, pensa ser o dono da situação, mal sabe que este preso nas minhas pernas, nos meus beijos, no seu desejo e na minha sensualidade.
  Se acaba em mim, diz que eu não sou sexy e que nem por um momento você para de fazer o que estiver fazendo para olhar minhas curvas e se deleitar com o movimento que meus seios fazem quando meu coração bate.
  Vem, se acaba em mim, cai por cima de mim, desmaia, não sufoca, não deixa preso tudo aquilo que te faz perder o sono. Se acaba em mim, naquilo. No que ninguém sabe...

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5 de abr. de 2012

Olha pra mim, me faz sua pequena.


Eu não preciso de muito para te entender, sequer que você pronuncie alguma palavra, apenas me olhe, delicadamente, mas me coma com seus olhos, com seus segredos.
   Não precisa se justificar, não precisa nos entender. Apenas faça aquilo que sentir vontade, comigo, com a gente, com a momento. Faça por mim, por você, por nada, pelo silêncio que virá depois.  Não precisa me descobrir com as mãos, você sabe  me descobrir muito bem sem me tocar, sabe o que não existe por baixo daquilo que eu quero.  Vem, me faz sua pequena, nas suas entrelinhas, naquilo que você não me diz, em tudo aquilo que vamos esquecer depois.
      Me faz sua pequena naquilo que eu posso me fazer tão grande e tão sua por alguns instantes, deixa eu te mostrar minha grandeza e a selvageria que se esconde dentro de mim. Não para, não pensa, não obedeça. Só cresça naquilo que você quer fazer de melhor em mim.
   Me faz sua, só sua. Por quanto tempo for, como deve ser, ou não deve. Na confissão de algum pecado tenebroso ou num segredo que guardaremos para sempre, na linha tênue que vai se perder com o tempo. E mesmo que os caminhos nos percam, um do outro, como eu sei que vai, mesmo que eu ainda grisalha com cicatrizes do tempo; ainda assim, serei sua pequena.

24 de mar. de 2012

Quando Fui

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  Eu não costumava ser. Mas me acomodei com seus pedaços de caminho, seus vestígios de história, sua fala apertada cheia daquilo que ainda não descobri.
   Eu não era, não queria saber. Mas quis te desvendar, nas suas entrelinhas, nos restos de segredo, nas partes secretas de caminhos pelos quais ainda não percorremos. Eu não te queria, te jogo num canto. Roubo-te  pra mim. Não ambicionava mergulhar  na intensidade de seus pecados, na sua gruta cheia de diamantes. Nunca me proporcionou nada, mas fez assim, sem querer fazer, abrindo o mato a frente do meu caminho, deixando- me andar descalça pela grama molhada.
    Também odiava chuva, até ela me cegar com pequenas gotas de você, do seu querer, com seu cheiro de terra molhada com um pouco de flor de laranjeira, com delírios impostos a nossa relação, saboreando o gosto que teria o outro. Como aquilo que foi sendo, se envolvendo, se entregando, em tais conjuntos tangíveis e descartáveis, que em breve irá, não passará de tal poesia, um beijo ficado escondido, no meio de olhos que não viram, como coisa que alguém quisesse saber.  Eu não gostava daquilo que me fizeste gostar, te odiei por isso, mas me perdi, naquela imensidão, nos quadros que estampavam seu ser e o que te tornava meu por imaginação. 

19 de jan. de 2012

Amigo, já pode virar namorado?!

Tumblr_lt12hr791o1r4zb6po1_400_largeAquele amigo, que te manda mensagem de bom dia, guarda pra você um Sonho de Valsa, que fica até tarde na sua casa sábado à noite pra assistir amor a 2ª vista. Esse amigo, já pode virar seu namorado?

  Não é todas as mulheres que tem, mas as que tem, sabem muito bem como funciona aquele super amigo hétero que com certeza, já veio  chorar no seu ombro dor de coração por alguma ex. Aquele amigo que te elogia sem perceber e sabe o que você gosta ou não de comer. E de repente você começa a ver esse amigo de outra forma, sem querer, surge aquela vontade de juntar os dedinhos durante o filme e de vê-lo sorrindo sem graça. Surge um gostar diferente, ao mesmo tempo um medo, uma incerteza que vem aleatória mente, um medo daquele amigo não ser tão bom quanto namorado, como ele é como amigo? Será que a amizade e a cumplicidade daria lugar a rotina e ao ciúmes? Será que ele passaria a implicar com seus outros amigos e a intimidade de vocês para dividir segredos mudaria?
    Milhares de dúvidas, um sentimento novo, desconhecido e incerto de sua correspondência, uma amizade colocada em risco por uma paixão desvairada, uma companhia trocada por algo mais próximo, por um toque que não seja só o do abraço, o das cócegas e o dos beijinhos na testa de despedida. É a vontade de beijar, olhar mais fundo no olho, admirar mais de perto aquele sorriso e poder dizer “Eu Te Amo” de verdade, com um amor sólido, ardente, sem fronteiras, sem medo, sem pensar em nada, mas sem esquecer que eram amigos...
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