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29 de jul. de 2013

Medo De Não Conseguir Ser.


É um medo escondido, sem rumo, deserto e sem sentido. Por não 

conseguir ser, por medo de deixar acontecer, por medo de morrer 

dentro das nossas vontades.

Untitled   Eu contei todas as minhas listas e li meus velhos escritos, joguei 

fora todos os meus enganos e decidi ficar assim. Eu descobri em 

mim a felicidade que nunca encontrei e que ainda assim procurava 

ansiosamente, mas com medo de achar. Eu vi que a saída e a luz no 

fim do túnel está mais próxima  dos meus olhos do que dos meus 

pés e que eu sou a pergunta e a resposta incerta, todos os sentidos  

os caminhos não disponibilizados.

Eu me ajoelhei diante dos meus pecados, orei para não me perdoar e abençoei o êxito de minhas conquistas. Meus pecados, minha culpa, meus erros e meu medo de não conseguir mais ser quem um dia eu tanto desejava, sem saber quem realmente queria, mas esperando me encontrar no meio de mim mesma. Eu não estava com medo de tropeçar no meio do trajeto e não estava com medo de morrer antes de chegar naquele fim que já poderia ter chegado, mas pra mim, lá não era aonde eu queria estar, pois eu era, eu conseguia tudo o que queria, mesmo sem saber o que nasci buscando e sem saber se um dia eu realmente iria conseguir ser. 
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8 de jul. de 2013

De todas as coisas que viram saudade.

Eu resolvi escrever esse post em prol de dizer sobre todas as coisas que viram saudade, mesmo sem querer virar. Apesar de tempo afastada do blog por estar perto da conclusão do meu curso de administração, e pela mudança de emprego, algumas crises, coisa e tal... Eu nunca me esqueci do blog e nem da sensação de conforto e abrigo em expressar tudo o que sinto em poucas linhas, e é por isso que estou aqui, depois de superar minuciosamente todas as barreiras de uma fase da minha vida, depois de pensar carinhosamente no que escrever e em como tudo isso seria aceito, depois de selecionar bem cada minuto em que me dedicaria novamente ao que mais amo fazer, escrever.
    Boa Leitura!
bolhas.

De todas as coisas que viram saudade...

  Eu recuperei um Ipod velho, liguei o USB no meu notebook e recuperei velhas lembranças, velhos sentimentos, velhos ruídos que há tempos não perturbavam minha cabeça. Era tanta cosa junta que eu mal conseguis escrever para expressar, mas sabia que de todas as coisas, parte delas era saudade.
   A saudade nem sempre pode ser interpretada como vontade de sentir tudo aquilo outra vez, as vezes a saudade pode significar que no meio de uma grande tempestade, você sinta saudade daquela sensação de não se deixar morrer no meio de todo aquele desespero. E a vontade de sentir os pulmões se encherem novamente de ar quando se volta à superfície depois de sentir-se afogar. A saudade é aquilo que a sua memória fotografa e embora seja uma imagem ruim, ela sempre estará ali, inerte dento da sua mente e reaparece quando se sente falta de algo para pensar.

   Parece confuso, ou meio perturbador demais para se conseguir entender, mas tudo, tudo vira saudade um dia, vira história, vira memória; E quer saber, ainda bem que o tempo nos permite a saudade que regenera e reestrutura a nossa mente, que fortifica os músculos e deixa a mente em paz. Ainda bem que quando tudo vira saudade bate aquele alívio de ter sobrevivido, a felicidade de ter feito a escolha certa e a certeza de novas saudades.
Cry | via Tumblr

9 de mai. de 2013

...Things...

  Por alguns motivos eu resolvi pegar um espaço particular para falar sobre algumas coisas.
 Eu amo o que eu faço, amo o meu blog, não é de fato um trabalho, muito menos um meio de transporte para a fama, é um refúgio que eu tenho pra expressar tudo o que eu sinto. Com o tempo descobri que não escrevo só pra mim, mas também para algumas poucas pessoas que consideram meu "trabalho"especial. Cá entre nós, pra mim não faz diferença se escrevo para 6 ou 6 mil pessoas, escrevo para quem partilha do mesmo pensamento que eu ou que, pelo menos possa fazer algum bom uso da minha linha de raciocínio. Eu tenho imenso carinho pelas pessoas que leem e mandam o retorno de suas expectativas pela fan page ou meu facebook pessoal, isso tudo pra mim é deveras gratificante e me faz muito bem. Porém não é de hoje que tenho sentido esse meu espaço um pouco desfocado e tenho notado que a futilidade tem tomado grande parte da mente das pessoas, e meus textos têm passado desapercebidos. Também não é de hoje que expresso minha vontade de "congelar" ou "aposentar" o Nós & Alguns Pecados, primeiro pela minha falta de tempo, já que eu amo o que estudo e pra quem me conhece sabe que a minha vida está tomando novos rumos, o que impede doar mais do meu tempo ao blog e outra também porque acho que meus textos estão ficando antiquados e démodé... (Só acho).
   Por isso estou reafirmando essa minha vontade de parar de escrever, eu fui até onde conseguia tentando sempre postar aqui textos medianamente bons o suficiente para meus leitores, mas não me sinto pessoalmente realizada, não sinto que consegui atingir meu objetivo. Confesso que por alguns anos venho tentando escrever um livro e também é um projeto no qual eu não tenho conseguido organizar minha vida para esvaziar minha mente e me dedicar a este sonho. Infelizmente eu não tenho conseguido encontrar tempo para as coisas que me fazem tão bem...
 Espero que este post não seja visto como uma lamúria, é mais um desabafo. Isso não tem data prevista e também não se trata de uma confirmação.
 Por enquanto é só.
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29 de abr. de 2013

Palavras de Antes de Morrer

Large Eu selecionei alguns textos que poderiam ser lidos no dia da minha morte, na frente dos meus entes queridos. Palavras que possivelmente confortariam, mas não seriam propriamente minhas ou pra mim. Eu separei algumas frases que eu gostaria que fossem usadas na minha lápide, só pra enfeitar, sem algum efeito sobre alguém. A gente nunca espera que a morte chegue, até que um dia ela te surpreende, até que um dia suas palavras calam-se para sempre e então nada mais nos resta, apenas lembranças.
   Na maioria das vezes a gente nem percebe que quantas coisas são ditas antes de morrermos e quantas palavras são desperdiçadas, quantas frases vazias são jogadas ao vento e muitas vezes ferem alvos que sequer estavam na mira.
  Ninguém sabe ao certo o que acontece com o nosso silêncio quando morremos, ou pra onde vão as palavras que já foram ditas. Ninguém sabe o que acontece com o silêncio ou se alguém já conseguiu interpretar o silêncio e entender que somos muito mais do que palavras. A gente se perde tanto em desculpas e motivos, criando problemas e procurando soluções. A gente passa por cima de tanta coisa e atropela momentos, não procura demonstrações, não sabe ao certo o que quer.
  Será que realmente precisamos até das palavras na hora da morte pra consolar que ficou aqui? O que fazemos para mostrar que não há uma palavra no mundo capaz de traduzir o que passa dentro de um sentimentos e que mostramos o mesmo a quem queremos bem? Será que somos tão egoístas que até a nossa morte tem que ser sentida por uma publicação num mural e uma frase mal pensada? Porque é tão fácil dizer tanta coisa, porque é tão simples ofender, dizer, gritar ou simplesmente não dizer o que você achava certo por medo da resposta e depois, manda um livro em forma de SMS por medo de colocar a cara a tapa, por medo de tentar...
    Até o dia do fim,  o dia em que a morte vai nos calar para sempre, vai silenciar e levar junto com ela todas aquelas coisas que não fomos humanos o suficiente para dizer, para expressar e pior que isso é saber que quem ficou por aqui, só vai descobrir o que você realmente sentia por ela, através de uma carta, uma frase, um texto qualquer.
  Eu separei algumas palavras para serem ditas no dia da minha morte, não é nada exclusivo, mas é real: "Daqui só levo o amor que cultivei dentro do peito, das pessoas que eu amo, não quero lágrimas. Lembre-se do que eu fiz e não do que eu disse.".

24 de abr. de 2013

Dúvidas de Tempo


 A gente vai crescendo e vem surgindo as “dúvidas de tempo”. Fico impressionada como podemos nos surpreender com quão velocidade nossos pensamentos mudam, as opiniões divergem e a mágoa passa. A gente se mutila tanto por problemas tão vazios sem se preocupar com o que realmente interessa, como o autoconhecimento.
Large   Eu me admiro por assim dizer, me considerar sobrevivente, fui afetada pelo mal da humanidade. Deixei que um  vírus dominasse minha mente e controlasse meus sentidos. Deixei que o erro dos outros me causasse dor, deixei de dormir para pensar em soluções, deixei de amar por medo, deixei de sonhar por medo da queda, deixei de viver por não querer saber como realmente se vive. Eu fui comida viva por parasitas insanos que por tempos insistiram em me maltratar, quase me tornei fraca, não era mais eu e minha opinião, tudo era choro e mágoa.
       Eu me culpei por tanta coisa que nem cabia a mim saber  e como sofri pela dor de outros. Eu não conseguia perdoar ninguém, por simplesmente não saber perdoar e não livrava minha alma de pecados que eu cometia em sonhos. As dúvidas de tempo não apagam todos os pensamentos que já passaram pela minha memória e nem garante que nenhum deles possam não voltar, elas amenizam a dor, fazem um curativo em sangues ainda não coagulados e oferecem um pouco de conforto a  pensamentos cansados e problemas sem resolução. Eu sobrevivi a todos os monstros e vermes que viviam dentro de mim e se alimentavam do meu medo e das minhas incertezas. Eu sobrevivi quando mudei meu caminho e os meus valores, pois parte do que me mantinha era feita de dúvidas e a outra parte era curada pelo tempo.
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11 de abr. de 2013

Eu descobri que te amava


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Eu entendi que o amava não no dia em que ele disse que me amava ou quando nos beijamos pela primeira vez. Não foi na primeira vez que acordei e vi seu rosto e seu sorriso, não quando senti a segurança do seu abraço...
Eu descobri que o amava quando você disse que sua maior felicidade era ver a minha felicidade, mesmo que não fosse com você.
Eu descobri que te amava, quando você disse que o mundo não seria o mesmo se eu não existisse e pediu para que eu lutasse pela minha vida da mesma forma como você lutou por mim.
Eu descobri que te amava, quando pensei em você assim que abri os olhos e em todas as noites que não dormi pensando em você. 
Eu descobri que te amava quando me senti tão cheia e completa que quase não sentia meu peso. Quando todas as árvores deixaram suas folhas cair para que pudesse nascer novas folhas e com outras cores. Assim que eu percebi que havia deixado de dizer EU para começar a dizer NÓS. 
  Quando eu me permiti deixar de fazer sentido e me perdi, me encontrando em você e na vida que eu queria levar com você...
   Eu não descobri que te amava quando me dei conta de que você era o príncipe encantado que eu nunca quis encontrar, eu descobri que te amava quando beijei o sapo que eu queria transformar.
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2 de abr. de 2013

Peito Pra Quem Gosta


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Bem, dizem que é feio falar “peitos”, preferem seios, acham que é a mesma coisa. Há quem diga que não, há quem nem saiba a diferença. Mas aqui paro e penso. Mulheres machistas que reclamam que os homens só olham os peitos antes de olhar seus olhos e mulheres feministas que dizem que muitos homens não reconhecem que sem meter os peitos no problema, nunca encontrariam uma solução.
    Eu, por toda a minha vivência acredito que sim, que se nunca metermos os peitos nunca saberemos se a vida vai ou não mudar e se as coisas podem ser de outra forma. Viver de conformismo dá trombose, atrofia as pernas, a alma e o coração. Peito pra quem tem peito de encarar tudo com o pensamento positivo e um copo meio cheio de Coca-Cola. Peito pra quem abre sua opinião praquilo que é bom e que vale a pena ser ouvido. Peito pra quem cultiva borboletas dentro de si, pra quem quer espalhar para o mundo a sua coragem em forma de peito. Seios pra quem não sabe mais o que é ter, pra quem teve peito de perder o peito, pra quem fez do peito a superação.
   Pra quem gosta de peito, observe e aprenda, saiba a usar todo o peito a seu favor, sem exibicionismo, sem capitalismo, sem naturalismo, com pudor. Saiba fazer do peito-pátria a sua fortaleza, sua estrutura de moral. Porque peito é pra quem assume ter peito, pra quem gosta da razão. Porque tem que ter muito peito pra dizer de quem se ama e se vai ou não lutar por ela, seja por peitos iguais ou peitos distintos. É ter classe de subir ao mundo e declamar todo um amor que requer peito-pulmão pra se expressar, pra sobreviver. E é muito mais do que isso, é um peito que nos falta, que não há procura, que morrem grudadas na pele só pra amamentar, pra sugar, pra  ligar a vida. Não é só esse peito, e sim todos, e sim todas e de quem um dia toma coragem e bate no peito.

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