Direitos Reservados

MyFreeCopyright.com Registered & Protected

23 de ago. de 2012

Cara


Cara, você é tão tudo! Cara você é aquela estrofe que a gente decora rapidinho e não sai mais da cabeça. Cara você é aquela poesia que fala sobre um monte de coisas, até sobre uma  jarra de barro, que todo mundo acha bonito, se encanta e copia no caderno. Cara você é aquele dia de domingo bem chuvoso e com nuvens escuras que nos faz ficar de pijamas abraçados no sofá o dia todo. Cara, você é aquela coisa que a gente tem vontade de comer bem tarde da noite, mas não sabe o que é, só sabe que é diferente, que tem um gosto que surpreende, que faz querer mais.  Cara você é tanta coisa, aquela sensação boa que não cabe em mim, que faz eu me senti em ecstasy, que me deixa suando frio, me causa aquele arrepio no meio da espinha.
    Cara você é todos aqueles gestos de paz e as manifestações por liberdade, todos os sintomas de amor, todos os traços de vaidade. Cara você é aquele sentimento indescritível de uma mãe quando vê seu filho pela primeira vez, e a parte da despedida de mais um dia. Cara você é aquela pessoa que me causa medo, um medo diferente que me faz arriscar, que me faz querer subir e descer na sua montanha-russa de novo, e de novo, e de novo. É você cara, aquele fantasma que vela o meu sono,  visita meus sonhos e acode o pesadelo. Aquele que não faz questão de me compreender, que não está nem ai pra minha TPM, que não se importa que eu saia de cara lavada. Aquele cara que vai ser o cara quando eu mais precisar dele, e que vai assumir o mundo quando eu estiver para perder o controle!
Cara você é simples assim, mais um cara diferente de todos os outros caras. Ei cara, você consegue fazer o mundo de alguém melhor, mais feliz e mais bonito; consegue arrancar sorrisos, consegue fazer entender que é o cara que importa, pra fazer  a vida de alguém completa.


21 de ago. de 2012

Reencontro.

  *Texto especial de Jady Rodrigues.

Quando abriu a porta e olhou nos meus olhos, uma chama se reacendeu em mim, te abracei e meu coração disparou, lembramos de coisas do nosso passado, de coisas ditas, de pessoas conhecidas.


Quando me puxou pra mais perto de você senti um calor dentro de mim (um calor que há muito tempo não sentia) ouvi sua voz bem perto, senti seu hálito quente não agüentei e te beijei, e o seu beijo era o mesmo de anos atrás, era como se eu nunca tivesse me afastado de você e percebi que nosso beijo ainda se encaixava perfeitamente, meu desejo por você só aumentava.Senti seu corpo quente colado ao meu, nossas respirações ficaram ofegantes, meu suor se misturou com o seu e numa explosão de carinho e desejo nos amamos naquela cama na qual havíamos nos amado tantas outras vezes. E nesse misto de sentimentos carnais e afetivos nos derretemos em emoções, deitei ao seu lado, você me abraçou com carinho e ficamos por um tempo calados um ouvindo a respiração do outro, meu desejo era de parar o tempo e ficar ali com você o tempo que eu quisesse. Você pegou minha mão e a levou ao seu coração que estava disparado. Olhou-me nos olhos de novo com aquele olhar que tentava como sempre ler meus pensamentos, mas você não precisava se esforçar para saber que eu estava pensando em ter você mais, nós não precisávamos falar, nossos corações acelerados diziam tudo.Olhei para o lado e vi minha foto que eu havia colocado lá há dois anos, estava no mesmo lugar, como se você não tivesse mexido, falei da foto e você sorriu, fiquei sem graça e feliz ao saber que nesses anos tenha pensado em mim tanto quanto eu em você. Não fiz planos como eu no passado certamente faria, não rezo para que tudo aconteça outra vez. O momento, aquele momento continua e ira continuar gravado em mim. Sinto falta do seu sorriso conquistador, da sua voz que me faz tremer, de sentir o seu calor, do seu perfume, de sentir você.

18 de ago. de 2012

Todos.


Todos. Todos os dias eu me perguntava por quê. Todos os dias eu questionava a injustiça. Em todas as minhas orações eu desejava mais um dia, mais um dia com você. Em todos os cantos eu sentia a falta do seu silencio e da sua respiração. Em todas as noites eu procurava pela sua feição no escuro, só pra te ver ouvir, só ara te ver dormir. Em todas as frases eu procurava o meu erro. Em todas as brigas eu procurava uma desculpava. Em todos os erros eu procurei conserto. Em todos os motivos eu procurei uma solução. Em todos os beijos eu me procurava. Em todas as vezes eu procurei a paz, a calma, o equilibro. Em todos os efeitos eu procurava algo para me entorpecer. Em todos os empurrões eu procurei disciplina pra você não me ver cair. Em todas as suas crises eu procurei paciência para não fazer o pior. Em todas as brigas eu procurei não te mandar por inferno com indelicadeza. Para todos eu fui perfeita, eu fui cretina, eu pequei, eu menti, eu te assassinei!
189995678000254986_1zbbvfsx_c_large
   Para todos eu arrisquei e meti a cara no seu oceano de mentiras. Para os soldados dessa guerra, eu fui corajosa. Para os padres, eu fui excomungada.  Para as mães eu fui tentar ser feliz. Para todos os atiradores de pedras, eu fui Judas, Pilatos, a bruxa, a louca, a insana, a passional [...] Para a terra que assenta o meu caminho, eu fui sábia, fui linda, fui louca, fui toda a vida dentro de mim.  Para todos os seus defeitos eu fui errada, não fui o suficiente, não tive peito, não tive nível; faltou um revolver para te mostrar a minha capacidade. Para todos os que viram, fui protagonista, nos seus olhos, coadjuvante. Para os poetas fui malicia, desejo, ela mesma.
    Para todos os lá de cima, fui filha, ainda sou, perdoada, sem rancores. Para todos os de lá de baixo,  faltou crime, faltou vingança, faltou prazer. Para todos os mesmos eu sempre fui o que meus olhos apresentam e você foi grão de areia no meio do meu deserto...

15 de ago. de 2012

Vende-se o Amor da Minha Vida


Poderia ser aquele carinha que estava na mesa da frente, ou aquele do meu lado no ônibus, poderia ser aquele que me olhou e sorriu. Poderia ser um amigo, um ex namorado, ou menino. Mas não eram, não estavam, não existiam. Então decidi vender o amor da minha vida, aquele mesmo que ansiava o encontro e o abraço da espera, mas que eu em fundo de subconsciente sabia que não existia.
  Porque se apaixonar e amar de verdade não era coisa para os fracos, nem para os fortes, tampouco para mim, era para aqueles de coração aberto dispostos a se atraírem, a se perderem um no outro... Não pra mim, pra quem sequer sabia aonde estava para poder se perder em outra pessoa. Resolvi num ímpeto me livrar de algo que não me pertence, mas que pode fazer alguém feliz. Olhei-me profundamente no espelho e fui tirando da minha imaginação tudo aquilo que já não poderia mais conviver dentro de mim, delicadamente foi se acumulando lembranças falsas e sonhos imprevisíveis e outros cabíveis, numa caixa abaixo dos meus pés, também a caixa com todo o meu sentimento de adeus, levei-a para fora e junto com um convidativo papel de esperança anunciei: ‘Vende-se o amor da minha vida’.  Virei as costas, não disse ‘até logo’, não me importei que o pegaria, olhei em frente; amores da vida, vão e vem o tempo todo, em constante mudança, cada um a seu jeito e para cada situação. Amores e amores para quem quer amar e para quem acredita que o amor não existe. Eu vendi o meu, ou pelo menos o que eu acreditava encontrar, fiquei numa calmaria só minha, a espera de qualquer pequeno sinal de surpresa que o destino poderia me dar. Fiquei só comigo e com o valor adquirido. O amor da minha vida foi vendido e em troca eu tinha ganhado um caminho lindo e cheio de incertezas...
553711_344181302330861_1853252476_n_large

9 de ago. de 2012

Na hora de se reinventar.


A gente para, senta no meio do caminho, perde oportunidades, pensa na vida.  A gente gosta, se apaixona, ama e sofre. Coloca o salto da ponta do dedo e chora, borra o rímel, deixa a base de lado, despenteia o cabelo, sai toda desnorteada. A gente cresce, faz sexo por fazer, bebe pra tentar esquecer, joga charme pra não perder a prática, atinge a sensualidade pra não perder hormônio, cruza as pernas por mania, rói a ponta do esmalte, cospe um teco de unha, não se importa com quem tá olhando.
      A gente odeia, joga roupas pela janela, diz que quer que ele morra, mas checa o celular de cinco em cinco segundos,  fica irritada porque ele não se importa, faz  a boba quando ele se diz arrependido. A gente torce a boca para não sorrir e admitir que está tudo bem. Chora, chora e chora por amores desvairados, chora por não ter por quem chorar, por sentir falta de alguém ou por ódio dessa pessoa.
      A gente cresce, sente falta dos amores platônicos da última folha do caderno, dos suspiros em andares, coraçõezinhos em todos os lugares, do pensar sem querer pensar. A gente cresce e agora procura diversão, é amor de verdade, é paixão, é curtir, é viver! Na hora de se reinventar vale de tudo, a gente esquece as mágoas, mexe o gelo do copo com o dedo, lambe depois. A gente sacode a parte de trás do vestido, levanta o peito no sutiã e finge que tá podendo! A gente assume a mulher de titânio, deixa a tristeza do lado de fora,  finge que nada aconteceu, levanta do meio da estrada, coloca o salto no pé, mesmo dolorido, olha pro horizonte e segue em frente...

Tumblr_ln0otaxjfa1qh3bmao1_500_large

4 de ago. de 2012

Só Prometa.


Prometa-me que vai ensinar meus dedos a lerem cada detalhe das coisas, quando meus olhos não puderem mais enxergar o que há de belo no mundo, na Vida.
Descreva-me todos os seus sentimentos, coloque-os num pergaminho, jogue no mar, guarde na minha gaveta de calcinhas. Encante-me com sua voz, com seu cheiro, seu dilema... Ensina-me a ver o que a minha dor é incapaz de ver.  Me beije quando minha voz sufocar, presa na minha garganta sem saber mais o que dizer, apenas procurando o melhor jeito de te querer. Leve-me, guie-me pelos seus caminhos,  a caminhar por desertos, a procura de flores, sorrisos e histórias.
Toque-me quando a noite chegar. Consuma-me, explora-me, devora-me, mate-me por algumas horas. Puxe-me para o seu céu, estica-me até o seu inferno. Deixe-me sentir o que o momento permitir, quando o frio chegar, proteja-me com seu amor.
  Apenas me prometa que não há e nem haverá nada entre nós. E que juntos somos indestrutíveis. Prometa que jamais nos permitiremos perder-nos na linha tênue entre o coração e a razão. Apenas me prometa isso, e que jamais haverá adeus; que  a morte é um breve sono até o nosso reencontro e que a felicidade morre e nasce conosco, todos os dias, assim como os dias.  Só me prometa, e não importa se as cumprirá ou não, mas me faça entender e aceitar que sim, e embora eu possa saber que me fará sofrer, eu preciso acreditar que tudo o que está dizendo é real e faz eu me sentir real. Pois eu prometo acreditar, eu te prometo fazer o melhor dos nossos sonhos e planos numa realidade paralela.

      Então prometa que não existirá nenhum amor maior que o nosso, embora fantasioso, ainda sim será maravilhosa. Só me prometa o que puder inventar para que eu posso dormir feliz...

2 de ago. de 2012

Pra Dentro Dela


Era só a vontade de colocar tudo para fora, de encher os pulmões de problemas não solucionados e  atirá-los ao vento com a fé de alguma resolução.. Era só o irremediável tempo que nos enrolava e assim nos embalava em seus delirantes moinhos de mudanças, nós nunca chegávamos ao fim, ao ponto de uma pergunta para a virgula da resposta.
   Ela não questionava os meios, mas adoraria descobrir a ponta da manta que guardava o futuro, assim desinibia-se em cada olhar mais aprimorado, em cada sorriso mais exposto, em cada promessa falsária [...] Então ela pedia paz, apenas isso! Colocava em suas mãos um punhado de terra para que haja sempre algo concreto para se apegar, em sua memória o retrato dos rostos que já amou, os nomes pelos quais havia suspirado, levando em conta quantas noites ficou sem dormir. Ela cabe no peito tudo aquilo que por instantes a fez sorrir e mesmo que tenha jorrado uma nascente pura a brotar do cantil de seus olhos, ela preza, a felicidade foi intensa, o sorriso verdadeiro, o sentimento foi recíproco. Em seus pés, escreve com uma caneta bem forte a palavra ‘Sonho’ , pois acredita que seus pés precisem saber para onde devam ir.

   Era só a vontade de inclinar o peito no penhasco e sentir a brisa do perigo atravessar seus cabelos e invadir sua alma. Era a necessidade de ter dentro de suas veias o prazer de sua liberdade incondicional, de não dever nada a ninguém. Mas ela sabia, não podia, ainda não estava no fim. Até o seu penhasco teria de subir montanhas e pisar em pedras que em seu caminho estarão , ela sabe que ainda vai ter que molhar os cabelos em meio as tempestades, que terá de enfrentar o medo do escuro até enfim alcançar o seu pedacinho de céu.