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16 de mai de 2012

Virgindade Corrompida


Eu não perdi a virgindade na primeira vez que transei, eu perdi a virgindade no primeiro instante em que acreditei em suas promessas. Eu deixei você entrar carinhosamente no meu íntimo, na minha fragilidade, plantando em mim, sementes de amor, sementes de promessas falsas de uma vida inexistente.

     Deixei inocentemente ser estuprada por um psicopata que não se importou com o que eu sentia. Aos mínimos detalhes, arquitetou minha destruição, preparou com afinco a taça aonde me faria engolir o ódio que sentiria de seu ser mais tarde. Eu, tão pequena e frágil perto de ti, mas mesmo assim você com seu charme, pouco importa, corrompeu minha virgindade, ainda me olhava como quem fazia amor, mexeu de vagar, como quem aproveita o instante. Corrompeu o que eu guardava de mais bonito, minha caixinha de sonhos aonde guardava amor, corrompeu minha mente, mexeu com meu psicológico, no meu jardim do “felizes para sempre”.


    O ato acabou, você ri com ironia, esboça um “que pena, não é?”, no canto da boca, vai embora como se nada tivesse acontecido, anda sem olhar para trás. Destrói a minha visão de amor e de felicidade, corrompe minha virgindade psicológica, vai em busca da próxima vítima que alimente sua necessidade de danos... Enquanto ainda frágil, porém embalada por titânio, espero sentada, no banco do tempo, a Vida corromper a sua Virgindade...


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