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13 de set de 2015

Rasgue.

               Se rasgue por inteira. Rasgue suas emoções e seus sentimentos.
Guimarães Rosa | via Facebook     Rasgue sua roupa, seus instintos e suas vontades.                  Rasgue sua opinião e a opinião dos outros. Rasgue as fotos que te machucam e as cartas que você não enviou. Rasgue o preconceito e o medo. Rasgue o tipo e o estereótipo. Rasgue a dor e a saudade. Rasgue tudo o que estiver pela metade. Rasgue o choro o os soluços abafados pela madrugada.        
    Rasgue os “se” e os “nãos”. Rasgue a nuvem de fumaça que cobre sua visão. Rasgue os elogios para mais, largue para trás aquilo que já não quer te acompanhar mais.
    Rasgue o verbo e a versão. Rasgue os desafios e as conquistas. Rasgue o que te congelar no inverno e mostre-se verão. Rasgue amores doloridos de dentro do peito e a razão quando se quiser tentar algo novo. Rasgue a poeira do caminho quando quiser seguir para uma nova direção. Rasgue o tempo e a noção. Rasgue o peito e abra a intuição.
    Então se rasgue, se mastigue e tente se engolir. Se ainda assim não se bastar, se reinvente e renove toda a pele e a fibra dos seus sentidos para conseguir voar, e então, quando estiver pronta, entregue-se a alguém que saiba exatamente como te rasgar... 

Tumblr Girl Holding a Broken Heart - Bing Images

8 de set de 2015

Quantos Amores Cabem Numa Moldura?

Andaram me perguntando se eu já estava namorando de novo. Disse que sim.  Ouvi alguns comentários sobre “trocar de namorado como quem troca de roupa”. E olha que engraçado: é uma troca justa!
Roupa quando fica batida, quando não combina mais com nosso estilo e com determinado momento da nossa vida, a gente troca. O mesmo para o amor, quando eu vejo que o amor já não é mais entre duas pessoas e sim entre uma só, eu pego minha pazinha e minha semente de amor e vou semear na vida de outro alguém que esteja querendo cultivar algo dentro de si. Quando o amor já não me cabe mais, e deixa de ser amor para se tornar um misto de problemas e decepções, eu furo esta bolha e parto para um outro alguém que tenha um campo livre que me ar, e que me deixe voar, apenas com a certeza de que meu coração está ali, grudadinho com ele.
 Decoração - Casa | via FacebookFelizmente eu sou assim, eu troco de amor, porque eu sei me doar por inteiro, quero um amor completo, não vou caber onde só enxergam parte de mim; pois apesar do pouco tamanho que tenho, a alma é imensa, transborda intensidade e quer alguém que a aceite assim.
Não troquei os sonhos, os quadros são os mesmos, com poucas modificações, mas as molduras sim, estas são novas, assim como o amor que se modifica cada vez mais dentro de mim, cada vez mais meu para enfim poder ser de alguém. Eu não troco de namorado, troco de amor. Amo o quanto dá, vou em embora quando for preciso. Vou morrer amando, talvez essa seja a terrível maldição de quem só quer o bem, morrer de amor, morrer amando, sem incomodar ninguém, apenas procurando um canto que a caiba como for...

 Coroa de flores 😍

2 de ago de 2015

Tantas Outras Como Nós



grunge | TumblrQuerida, não ache que o sofrimento é uma exclusividade sua. Não seja egoísta ao ponto de acreditar que o problema é só seu, a culpa é sua... Tantos outros pensamentos que passam quando se é trocada.

O mundo é tão descartável hoje em dia, que me anima saber que nada é insubstituível. E já que vai ser assim e sempre será assim, aproveita para viver de roupa nova, carcaça nova, sempre que possível. Aproveita para trocar de conceitos, de cabelo, de calcinha e de amor. Não se prenda à soleira de uma porta aberta observando a poeira de quem se foi, de livre e espontânea vontade.

O mundo vai mudar e tudo vai ser trocado, e olha para nós, e tantas outras como nós que descobrem essa mudança dia após dia, e ocupam suas cabecinhas com pensamentos de mixara caçando culpa, gordura e falta de um cuidado que sempre existiu, mas não foi percebido. Tantas outras como nós que não sabem usar a ampulheta do tempo ao nosso favor, que não sabem a importância que uma maldita base tem para o rosto, e fica a derretendo por meia dúzia de lágrimas com um nome que sequer vale a pena se pronunciar.

Querida, o problema de estar presa nesse redemoinho de pensamentos, sentimentos e perguntas, não está na troca, mas no valor, no imenso valor que está dando a ela. É como aquela velha história do copo com água: não importa se o copo está cheio ou vazio, o peso dele se dará pelo tempo que ficar o segurando.

As tempestades existem para encharcarem nossa lavoura quando a terra está tão ressecada à ponto de não germinar mais nada, ela vem de forma assustadora e parece de vai devastar tudo! Mas ela vem, cumpre sua função, deixa a terra molhada e fértil novamente e se vai, para que o sol possa voltar a aparecer e fazer florescer naquele pequeno pedaço de chão, coisas novas, novas folhas, novos frutos e novos motivos.


Então querida, aproveite a troca e troque tudo o que te faz mal, aproveite o redemoinho para colocar as ideias no lugar, aproveite a tempestade para lavar a alma. Amplie suas raízes, abrace o mundo e lembre-se: Quem está acostumado com bonsai nunca vai saber como cuidar e cultivar um jequitibá.
INSTAGRAM CREDS: ITSALAINANOELLE💐 

7 de jun de 2015

HOJE - Quse um Século


Minha bisavó veio passar o final de semana em casa. Foi quase que um programa de meninas, onde a maior parte do tempo ficamos eu, minha mãe e ela conversando. Além de poder mais tempo com a minha avó, como não fazia a muito tempo, tive a oportunidade de olhar para quase um século, ali, do meu lado no sofá. Apesar de seus quase 97 anos, que serão completados no final deste mês de junho, pude ver os reflexos do tempo em nossa vida. Porque a vida passa para todos nós, não importa como aproveitamos essa jornada, a idade chega, gentil ou não, ela nos leva para o mesmo ritmo de mobilidade, de sensibilidade e de integridade. O tempo chega e deixamos de ser nossos e passamos a ser reféns da admiração das pessoas que cuidarão de nós, que nos alimentarão e nos garantirão uma morte tranquila.





Apesar de toda mobilidade da minha bisavó, e todo seu sacrifício para andar, devido ao cansaço, apesar de ouvir as mesmas frases e talvez as mesmas histórias, olhar para ela e ficar com ela foi uma meditação, uma máquina do tempo fracionada num piscar de olhos, onde tive a chance de rever toda a minha vida: Quem eu fui, quem eu sou e quem quero ser... Com um breve questionamento: “Quanto tempo eu tenho?” Talvez eu chegue aos 97 como a minha vó, talvez eu pare nos 50; talvez eu nem chegue aos 24...


Ficar três dias com a minha avó e ver ela rindo das bobagens que eu falo me deu uma única certeza: Viver até os 30 ou até os 100, tanto faz. Sei que posso fazer cada diz um pouco mais,  se sou capaz de fazer alguém rir, então, estou fazendo a coisa certa, então morrerei em paz, morrerei feliz.  
Bisavó Maria e Vó Iracema

31 de mai de 2015

PROJETO: HOJE – A CAIXA DA FELICIDADE

A ideia de criar o projeto partiu de uma caixa que eu tenho guardada, que eu montei no começo do ano e a intitulei como a CAIXA DA FELICIDADE, nela tinha pequenos papeizinhos com momentos felizes da minha vida. Momentos estes que eu parei de colocar dentro da caixa depois que me separei, como se toda a minha vida tivesse parado no tempo e como se eu já não tivesse mais motivos para ser feliz. Mal sabia eu que se colocasse num papelzinho todos os abraços que ganhei, todas as pessoas que conheci, todas as risadas que eu dei, faltaria caixa, sobraria momentos.


Bom, para resgatar esse tipo de felicidade momentânea (não fico feliz o tempo tudo e nem todos os dias), eu resolvi criar esse projeto não só para que eu possa futuramente avaliar esse novo processo de transformação na minha vida, e quem sabe poder ajudar alguém que esteja passando pelo mesmo momento; e ao mesmo tempo deixar o blog com uma cara diferente, já que tem tantos blogs e sites parecidos.  Mas também para retratar como pequenas coisas, momentos e gestos são podem ser tão significativos na vida de alguém, pois de fato, a felicidade ela acontece em todos os lugares e de todas as formas, cabe somente a nós mesmos saber reconhecer o que nos faz feliz. 

Untitled

21 de abr de 2015

Yes, Nós temos o TINDER

Yes, eu tenho o Tinder, me julguem! Ou não...

Hoje vou relatar a experiência super legal de ter esse aplicativo que não puxou a minha foto, mas mesmo assim me fez combinação com uma galera legal, ou não... Entre mortos e feridos, alguns sobreviventes viraram meus fiéis escudeiros, outros me assustaram bastante. Mas o mais divertido de ter esse aplicativo é o entrosamento legal que pode acontecer nas conversas. Dividir histórias com pessoas desconhecidas pode ser mais interessante do que parece, ouvir conselhos de pessoas que você nunca viu na sua vida pode ser mais útil do que bater cabeça com problemas fúteis. O simples fato de não saber quem está por trás de uma foto ou não ter nenhuma garantia se as histórias que você está ouvindo são reais é o que torna as amizades do Tinder desafiadoras.

Para os adeptos da nova versão da sala de bate papo móvel, um conselho: Vocês vão garantir boas risadas e vai conhecer uma galera mais doida que você, e que, no final das contas vai valer muito a pena. Não digo para um relacionamento, mas o fato de ouvir novas pessoas com hábitos completamente diferentes do seu, agrega muito para a nossa vivência e até mesmo para mudar alguns vícios.


Da minha parte, posso dizer que fiz ótimos amigos no Tinder, acho que tive sorte. É nesse momento que você descobre que a aparência é irrelevante quando se está disposto a conhecer as pessoas como elas realmente são. Claro que tem gente que só pela foto e a Bio, vale a pena ir atrás, de lado, de frente, de cima à baixo... Gente que você manda parar as máquinas e leva para casa pra conhecer a mãe. Muito surreal para um simples aplicativo que combina pessoas? Talvez, mas se é assim que funciona os contos de fadas modernos, quem sou eu para julgar?!
Tinderella

19 de abr de 2015

Na Porta de Casa

☆
Certo dia entreguei todos os meus cacos e farrapos na mão de alguém.  Promessas de caminhos novos sempre são tentadoras e desafiadoras, então fui. Eu amei tanto, mas tanto que chegava a doer, não existiam mais quatro passos, eram apenas dois. Era um sonho, um plano, duas pessoas e uma vida. Amor, a gente dá e nunca sabe se o que recebemos é menor, maior ou igual. O que se passa dentro do outro alguém é um oceano desconhecido.
Hoje eu posso dizer com toda a certeza que eu recebi um amor bem maior do que eu dei, e posso fazer uma afirmação dessas claramente, pois se ele não me amasse tanto, não teria feito por mim o que nem mesmo eu faria: Ele me devolveu a mim mesma, estourou aquela bolha fechada e embriagada pelo nosso oxigênio. Soltou o nó e eu voltei à superfície.

Se alguém não me amasse tanto, me devolveria pra minha vida, a tempo de me encontrar? De me descobrir? De me sentir? Agora eu conheço o significado da palavra amor. E embora eu ainda tenha muitas prateleiras de sonhos, planos e metas para organizar, essa paz interior revigora, rejuvenesce e implora por sede de mim mesma.  E é a partir daí que a gente descobre que de trás do micro universo que rola dentro de uma lágrima que cai por amor, existe uma felicidade plena e calma, como um pôr do sol constante acontecendo na minha alma, e tudo fica simples.


Foi a partir de um amor demais, que nos deixava demais para sermos nós, eu vi que, não existe ninguém e nem nada no mundo que possa colorir sua vida, além de você mesmo, uma cor a cada dia e um novo cenário para cada momento. 
☆

18 de abr de 2015

Os Patuás do Amor


   Eu acredito no amor. Nele e em tudo o que vem incluso no pacote. Quando eu fecho um acordo com o amor, eu fecho com tudo: Os ‘pra sempre’, os sonhos, os planos e os filhos que não vieram; até as casas com quintal e cachorro que não temos. Eu gosto do amor, de amor, dar amor; e de todos os patuás que ele tem como representante: os corações, o vermelho, o dia dos namorados e o status do facebook; as fotos do instagram e os bichinhos de pelúcia...

LOVE ❤   Quando eu compro, eu pago pra ver, aposto tudo, cabeça dura em piscina rasa. Assim sem pensar duas vezes, mesmo sabendo que os estragos posteriores me trarão sequelas permanentes, ou nem tanto. É sempre bom se apegar nessa fé do amor, porque tudo e qualquer coisa que é com amor, por amor é válido. É bom. Faz bem. Tudo o que intensifica nossa fé e nossas crenças faz bem pra alma e porque não para o coração? Pois acredito que tudo o que o amor deixa na nossa vida fica pra sempre, carimba nosso cartão de vivências e deixa nosso mundo mais colorido. Todo esse brilho nos olhos de alguém que acabou de se agarrar a um patuá do amor, aquela esperança em forma de sorriso. Cá pra nós, como é bonito de se ver alguém que passa ao nosso lado com aquela carinha de quem acabou de entender como se acredita no amor, o significado de acreditar.

    
Somos todos um patuá do amor, cada um à sua maneira, seja nos sonhos de alguém, no pensamento ou na oração. Se o pensamento existe, existe amor.
♥ | via Facebook

12 de abr de 2015

Combustível, Combustão, Cinzas e Recomeço

Untitled

Há algumas semanas atrás me perguntaram porque eu havia parado de escrever? Eu não pensei duas vezes antes de responder: Acho que não tenho tido muita inspiração ultimamente, embora a felicidade seja uma inspiração e tanto, o maior combustível da inspiração, é a tristeza...
Ai um dia acordei sem ter o chão onde pisar, como se as colunas que sustentavam os meus sonhos tivessem sido envergadas numa fração de segundos tudo viesse a baixo, sem se importar com o que destruiria. Eu não vou agir hipocritamente e apontar culpados ou vítimas, sequer vou colocar um sorriso em mim sendo que minha alma não pede. Até as maiores fortalezas tem uma fresta, uma rachadura... E qualquer grande monumento corre o risco de cair a qualquer momento, o mesmo se aplica para os nossos sonhos, os nossos planos...
Eu decidi voltar a escrever porque é como um diário que você expõe não só porque alivia, mas uma forma de ajudar alguém, que certamente em algum lugar está passando pelo o mesmo que você e busca alguma forma de conforto e força, para recolher cada grão de poeira dos escombros para recomeçar.
Eu tinha jurado a mim mesma que não exporia a minha vida pessoal, mas não se trata somente de um sentimento ou uma opinião minha, é uma série de fatores que compunham uma história. Dizer afirmativamente hoje que estou bem ou que estou firme é muito difícil, mas estou seguindo, estou caminhando como se deve ser. Eu não vou cuspir fogo e acusar erros que também foram meus. A melhor forma de evoluir é assumir seus erros e refletir sobre eles, e acima de tudo não errar mais. Em mim hoje, se encontram fragmentos de todos os tipos de sentimentos possíveis sobre tudo, e principalmente sobre como devo ser daqui pra frente. Nenhuma mudança de página é feliz, digamos que, aceitável. A dor é como um bichinho peçonhento que fica de olhos arregalados fixados em você e que aumenta cada vez que você também fixa nela, como uma provocação, uma birra, no qual você determina se deve dar atenção ou não. De fato isso não a fará desaparecer, mas aliviará a concentração de pensamentos ao redor da dor. A gente nunca está preparada para o fim e isso é fato. Mas ele existe, tudo o que é ‘pra sempre’ tem um fim. Um fim não, um ciclo. Um se encerra para que outro possa chegar em nossas vidas. Por isso prefiro acreditar que esse momento de ‘luto’ pelo falecimento do ‘amor’ é tão válido quanto qualquer outro tipo de comemoração. Ele faz parte de mim e desse processo tão importante de crescimento.

O que me consola, hoje? Um dia, rirei de tudo isso sim, em Paris. 


love paris