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4 de jan de 2013

A beira do Mar, a beira do desconhecido.


Tumblr_mg0yohgbeh1rks7exo2_500_largeEu parei na praia, ali no começo da areia aos pés de Iemanjá. Queria agradecer, mas não sabia o que realmente queria agradecer, eu não sabia por onde começar a agradecer. Então me virei para o mar, olhei as ondas e o infinito que tem atrás do arrebentar da maré. Vendo todo aquele mar escuro, frio e agitado, eu sabia o que queria agradecer. Era a chance do ir e vir das ondas da minha vida. A oportunidade de deixar uma maré violenta chegar e colocar toda a minha vida de cabeça para baixo. Eu agradeci a calmaria do beijo entre a água e a areia e a forma delicada da aproximação quando eles se encontram. Eu agradeci a água gelada que vinha para me acordar por inteira e as violentas  ondas que me afogavam, mostrando que, era preciso colocar a cabeça para fora e respirar com toda a força se eu quisesse sobreviver e lutar.
   Eu ali, para olhando, sabia que não era em vão, que na verdade não tinha um motivo concreto para agradecer, o que existia na verdade era um “obrigado” por sempre termos motivos para continuar, para recomeçar, para colocar um fim naquilo que faz mal e trilhar um novo caminho. E entendi, que na vida não temos tempo para parar e agradecer, pois tudo é desconhecido e as forças vêm de dentro de nós,  da alma, de motivos. Não importava, Iemanjá sabia que eu não precisava mencionar palavra alguma para demonstrar gratidão, estar ali, com fé já era um bom agradecimento. Ela sabia, eu sabia, o meu mar desconhecido, eu fazia todos os dias e um dia quando eu atravessasse todo aquele oceano, eu poria enfim todo o meu agradecimento por tudo, pessoalmente. Ainda há tempo, eu tô só na beira do mar... 
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