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11 de nov. de 2012

Série: Crônicas de Amores Contemporâneos III

                                                 Conto III
                                             O Making Off dos Sentimentos
  

        Eu sou do tipo de pessoa que precisa começar a mesma coisa um milhão de vezes até ter certeza de que ela pode ficar ainda melhor. Eu sou do tipo de pessoa que inicia um texto novo, ou um projeto novo sempre que acredita que aquela é a sua melhor ideia. Eu sou do tipo de pessoa teimosa que inicialmente satisfaz o seu próprio ego para depois conseguir satisfazer o dos outros. Sou do tipo de pessoa que se importa sim com o que as pessoas pensam, mas que se importa ainda mais se esses pensamentos vão interferir na sua imagem que vai se refletir por toda a eternidade.
       Você ama? Eu amo. Você odeia? Eu te ensino a ser melhor sem o ódio. Você se apaixona? Eu intensifico uma paixão toda vez que percebo que ela está chegando. Você sofre? Eu te ensino a sobreviver. Você sente dor? Eu te ajudo a ficar mais forte. Você se acha o melhor em tudo? Então se aproxime, deixe que eu te leve por de trás das cortinas da Vida, além do que os seus sentimentos são capazes se identificar. Existe um canto oculto e quase que unanime em todas as pessoas.  Saber adestrar um sentimento é possível sim, difícil, confesso. Mas admito também que saber expressar ou não expressar um sentimento, te torna mais forte, até mesmo mais flexível, passa a imagem de segurança (sentimento raro) e faz com que você tenta total domínio sobre você mesmo e aquela imagem que quer passar para as outras pessoas. O verdadeiro sentimento é transmitido em pequenos detalhes, até mesmo denunciados pelo olhar, ou por um sorriso expressado imperceptivelmente.


3 de nov. de 2012

Crônicas de Amores Contemporâneos II

                                                            Conto II
                                                           Ter um Filho

- Você está tomando seu remédio, certo? – Ele a olhou a meia luz e perguntou.
- Sim, eu não paro de tomar! – Ela respondeu.
- Não podemos ter um filho agora! – Ele disse assustado.
- Eu sei, nem temos idade ou estrutura...


      Ficaram em silêncio, não se tratava de ter um filho, todo aquele processo de gravidez, de contar para os pais, o parto, o possível “casamento” para cuidar juntos do bebê. Não era a responsabilidade, o emprego, ter que largar os estudos e nem abrir mão da juventude. Era o medo de como educar e alicercear uma nova pessoinha nesse mundo indigno e cheio de maldade. O  medo era de não saber como educar corretamente uma pessoa que chega do nada, se forma do ‘nada’ e necessita de você para tudo. Comer, se vestir, se limpar, falar, aprender, viver...
   
      Ter um filho para  era uma escolha, também um envio de Deus. Um empurrão para um desafio à beira de um penhasco, uma corda bamba sem direito à volta. Ter um filho no início daqueles vinte anos era a troca do ‘nós’ para sermos ‘todos nós’, e deixar de ser a preguiça de dormir até tarde ou ficar na cama sem fazer nada até mais tarde, para se tornarem: alguém pulando na sua cama às sete da manhã de meinhas, pedindo um ‘tetê’, cheirando a leite e dizendo – bom dia, mamãe.
      
       Para eles dois e para aquele silêncio que ficou no quarto depois do susto era mais que assustador, era o medo de ter nos braços um bebê com menos de sessenta centímetros e que a partir daí, você deixa de ter a sua vida para ser a vida dele e ele ser a sua vida. Não estavam prontos, não era pra ser. Não tinha como... Ainda precisavam muito um do outro para aprender e, quem sabe, lá na frente poder repassar tudo para o seu bebê.
     
      Ter um filho não era ter uma foto de um bebê bem arrumadinho no facebook ou colocar uma roupinha descoladinha e leva-lo ao shopping [...] Ter um filho ultrapassa qualquer expectativa e coloca dentro do peito um medo tão grande e inexplicável que se iguala a felicidade, não a de ter um filho em si, mas a felicidade de ter a capacidade de formar mais um grande homem para a sociedade e ter a certeza de que seu trabalho está feito corretamente quando ele não se entregar  aos leões da nossa selva de pedra.

1 de nov. de 2012

Série: Crônicas de Amores Contemporâneos I

                                                                  Conto I 
                      Como nos filmes, Como no cinema, Como deveria ser.



   Deveria ser um filme com final feliz, mas nunca é. É como uma espécie de encontro combustivo, aonde é delirante e prazeroso o primeiro encontro, aonde há aquela química assustada entre o frio na barriga e a curiosidade pelo final do filme. Deveria ser uma promessa pequena, mas com uma profundidade alojada no peito, junto com a esperança. O filme começa, a gente se senta, não se ajeita, tem medo de falhar, qualquer palavra dita mais alto, qualquer gesto mal calculado pode arruinar a história. O gênero do filme ajuda, inspira, instiga, começa a fazer suar frio. Os braços me mexem, o corpo se ajeita, os músculos esticam, estamos abraçados. O suor aumenta, a ansiedade domina... O filme pouco importa, em que parte estamos mesmo? De que gênero é mesmo este filme? É uma comédia, a sala toda riu, menos eu, menos nós. Sozinhos no mesmo pensamento, que embora se completem, são individuais, cada um com seu questionamento, mas com a mesma finalidade: “Por que ele (a) não me beijou ainda? Será que não quer? Fui chata (o)... Não nos veremos nunca mais...” 
      
      O silêncio é um sinal, mas quem vai se atrever a dizer, a se olhar, se entregar, se devorar... Então tudo acontece, a gente não se prende ao medo do “depois”, mas se agarra na esperança do momento durar para sempre. O beijo acaba, embora longamente demorado, mas acaba; o filme vai chegando ao fim, é a dúvida, é o medo, é agora a luz sobre dois rostos tímidos, que se conheceram, que não se olharam, mas que se sentiram, se pertenceram...
      
         Não marcam um segundo encontro, deixam que tudo aconteça da forma como tem que ser, como deverá ser, um dia...Mas o filme acabou, aquela história se foi, não será nada mais que uma doce lembrança, como um filme, desses que você espera o ano todo para ir à estreia. Então a nossa despedida terá um final feliz, como nos filmes, como deveria ser...
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Promoção: Meu Pecado Tem 50 Tons de Cinza!

    Para comemorar o nosso relacionamento de 1 ano, nada melhor que o livro do ano para complementar nossa festa!  No dia 5 de dezembro, aniversário do blog, será realizado o sorteio do livro 50 Tons de Cinza da autora: E. L. James.

   Para participar, curta a nossa página no Facebook
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PARTICIPE E BOA SORTE! =)

* Conteúdo do livro direcionado a maiores de 18 anos!


19 de out. de 2012

Querido amor.


     Querido, espero que aguarde esse espaço que há entre nós, esse abismo, oceano ou continente que impede um simples abraço ou toda uma vida juntos. Peço que compreenda que para poder te encontrar, ainda preciso me descobrir, me achar; como uma caça ao tesouro, eu preciso descobrir aquela minha parte preciosa que anda por ora em falta aqui no meu peito.Querido, espero que aguarde esse espaço que há entre nós, esse abismo, oceano ou continente que impede um simples abraço ou toda uma vida juntos. 
       Peço que compreenda que para poder te encontrar, ainda preciso me descobrir, me achar; como uma caça ao tesouro, eu preciso descobrir aquela minha parte preciosa que anda por ora em falta aqui no meu peito.
       Amor, não leve a mal, mas para entregar à você todo o amor delicado que cultivei comigo ao longo da minha vida, eu preciso expressar para mim, todo o meu poder de felicidade que ainda não está totalmente pronto para explodir. Eu preciso redesenhar minha estrutura, meu caminho de vida para enfim, dar-te minhas mãos para caminharmos à sós ao longo de nossas vidas. Antes de te receber em mim, na minha história, eu preciso escrever o meu passado, explicar detalhadamente como cheguei a conclusão de que era você aquele quem eu procurava desde o dia em que abri os olhos pela primeira vez, tendo a certeza de que era olhando para os seus olhos que eu queria fechar os meus para sempre.
      Quero que confie naquilo que para nós foste já destinado, antes mesmo que pudéssemos saber como se escreve a palavra amor, e que não tenhas medo quando os imprevistos acontecerem logo na sua chegada ao meu mundo. Prometo a ti, cuidar de tudo aos mínimos detalhes, me atentando que o que for feito ficará para sempre e que é o primeiro sorriso que vale, é a primeira impressão a que fica e que é o olhar de: “Finalmente te encontrei” que quero lhe passar quando o esperado dia chegar.
      Querido amor, que hoje estamos cá perdidos em espaços diferentes, ligados apenas pela mesma energia e procura e sabendo que há apenas um detalhe a mais que porá fim a duas vidas, para o início de uma só. 

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12 de out. de 2012

Sim, elas procuram.


Sim, elas procuram. Procuram um homem para casar, e cá confesso por mim forte representante da ala feminista do século XXI, deixo registrado que até a mais ogra das mulheres procuram o seu Shrek e que sonham sim em se casar com tudo o que tem direito! Ela procuram sim, um homem para casar e amar para a vida toda, um homem que as levem para uma linda lua-de-mel em Paris, e que lembrem do aniversário de casamento. Sim, elas procuram um cara para ser pai dos seus filhos, um cara que paparique sua barriga e que queira trocar fraldas, que faça cursinho preparatório de pais e que as elogie, mesmo com 25 quilos a mais. Sim, parece muito para um homem só, mas o que elas querem também, elas não assumem, mas vivem a caça. Um homem que elogie seus cabelos e como ela está cada dia mais linda durante a semana e um cara que bata na bunda dela e a chame de gostosa nos finais de semana. O grande marido e pai de segunda à sexta e o maravilhoso amante cafajeste de sábado e domingo; E nada de coisas casuais depois do Zorra Total, tem que começar na hora que o sol está se pondo, quebrando os paradigmas da vida de casal, no quarto de sempre... Na cama de casal! Sim, elas procuram a inovação. Uma coisa na sacada, bem despojada. Largando as crianças lindas, na casa de algum parente, e se não tem filhos, hora de abrir os trabalhos!
       Elas querem um cara viril, aquele macho que não se cansa na segunda vez e nem que prefira ficar com a camiseta do pijama! Elas querem a selvageria da pia da cozinha com uma garrafa de vinho na mão, o inusitado no divã do escritório, aquela impossibilidade no corredorzinho a caminho do banheiro... Mas que fique claro, uma coisa mais cretina de sexta a noite até a hora do Fantástico acabar, no domingo, porque na segunda ele volta a elogiar a mãe dedicada, a esposa maravilhosa, que faz a melhor lasanha que ele já comeu...

     Não cair na rotina, nem deixar o fogo apagar, porque eles gostam das safadas que assumem seu lado promiscuo na cama, exigem ser satisfeitos, querem ter a certeza de que trocar todas, valeu por ela. Sim, elas procuram aquele cafajeste também, o cara bom de cama, pronto para fazê-las ir além do céu, que não deixe a barriga tomar  o espaço de um abraço, que se mantém aceso, mas pronto para trocar uma fralda, as três da manhã...

4 de out. de 2012

E se...


                             * Texto especial, fã anônimo*
E se nós tivéssemos vivido o que só em meus sonhos aconteceu?


E se a minha fantasia fosse real, e nós tivéssemos consumado tudo aquilo que meus delírios adolescentes tiveram o prazer de criar?

Sabe aqueles pensamentos pecaminosos que a gente tem vergonha e ao mesmo tempo vontade de falar? São exatamente eles que estão guardados comigo há anos, esperando a hora exata de não serem ditos (afinal, o que você pensaria a meu respeito, se soubesse o que você causa em mim?).
São muitas interrogações pra respostas que nunca existirão, pois, a pesar de tantas delas ainda falarem alto dentro de mim, o tempo me obriga a soterrá-las com outras prioridades.
Mas a dúvida é muito grande e recorrente. E se nós dois tivéssemos consumado o ato que tanto sonhei e que a vontade tanto me tirou o sono, se, por vontade do sagaz destino, sua boca se encontrasse com a minha e se transformasse em um caloroso beijo, nossos corpos se aquecendo como ferro em brasa, seu corpo (mesmo que você pense o contrário) de proporções perfeitas colado ao meu, sua pele macia se esfregando na minha, e o arrepio que te sobe a nuca e domina seu corpo nu, quando eu beijasse tuas curvas perigosas. Meus delírios me levam a sentir nossos corpos colidindo por várias vezes num balé nunca ensaiado, mas executado com maestria, como parceiros que dedicaram suas vidas passa esse momento. Quando por fim, exaustos de tanto prazer, nos olhamos nos olhos, sorrindo como cúmplices de um crime perfeito, mais que perfeito...
Sei que é praticamente impossível esse devaneio se tornar real, porém, sonhar ainda é de graça. Por isso eu fico pensando: e se...