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5 de dez de 2011

... E quando a gente briga...


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      Eu confesso que, demorei para me costumar com suas manias, suas crises, suas mudanças de humor . Demorei para conseguir controlar toda a minha raiva na hora da fúria e o desejo que toma conta de mim durante a discussão.
    Confesso que sinto vontade de segurar seu pescoço entre minhas mãos, e apertar até ver seu rostinho arroxeando e seu ar desaparecendo aos poucos, até restar somente o desespero e o medo de morrer. Confesso também que, ao te ver ali, no ódio, com as veias do seu pescoço saltadas e pulsantes, arde em mim, em minhas pernas, um desejo incontrolável e súbita de aproximar minha respiração  ofegante da sua e te afogar em minha boca como nunca antes... Te prenderia por entre minhas coxas e resumiria toda a briga em alguns minutos  sem voz, em alguns suspiros, algumas promessas ou uma prece.
    Então, pararíamos de brigar, não diríamos absolutamente nada, só nos olharíamos, sob a sombra de nós dois, comemorando o crime perfeito... A briga não faria mais sentido, e nem nos lembraríamos de como ela começou, mas saberíamos muito  bem aonde  ela foi parar e como terminou, esperando ansiosamente  a  próxima briga ou quem sabe, recuperar o fôlego para fazer as pazes outra vez!


Um comentário :

  1. Como você é brava, ein?!?! Eu terminaria cantando... Entre tapas e beixo, é ódio é desejo...

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