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11 de dez de 2011

Onde há fumaça, há alguém com desejo!


         É inevitável, a gente se vê, se curte, delira, se deseja.
         Olho infinitamente em seus olhos e neles me encontro, e percebo como você me vê, na parte mais sensível, aquilo que eu mal percebo.
         Quando a gente se toca, se arrepia, queima, rola uma fusão. Um jeito diferente de se conhecer, talvez até, de acender algo só nosso dentro de nós, algo que nos une, que nos diferencia, que caiba um dentro do outro. E mesmo sem dizer nada a gente se entende, se aproxima devagarzinho, sente a respiração, beija com cuidado, de uma forma delicada, para não perder um segundo sequer. Se toca com jeitinho para o desejo se encontrar, fazer seu percurso naturalmente, nadar em nossos corpos, se deleitando com nossos suspiros.
         Começa então aquele incêndio todo, toda aquela interpretação que vem e vai sem que percebamos. Mesmo estando perdida em você, ainda consigo me encontrar em seus olhos, que não piscam, que sorriem me mandam beijos, amam minha timidez ainda existente.
         No meio de nós não existe água para nos acalmar, nos fazer parar. Deixo que tudo se acalmar na hora certa, quando tiver que ser... 

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