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2 de ago de 2012

Pra Dentro Dela


Era só a vontade de colocar tudo para fora, de encher os pulmões de problemas não solucionados e  atirá-los ao vento com a fé de alguma resolução.. Era só o irremediável tempo que nos enrolava e assim nos embalava em seus delirantes moinhos de mudanças, nós nunca chegávamos ao fim, ao ponto de uma pergunta para a virgula da resposta.
   Ela não questionava os meios, mas adoraria descobrir a ponta da manta que guardava o futuro, assim desinibia-se em cada olhar mais aprimorado, em cada sorriso mais exposto, em cada promessa falsária [...] Então ela pedia paz, apenas isso! Colocava em suas mãos um punhado de terra para que haja sempre algo concreto para se apegar, em sua memória o retrato dos rostos que já amou, os nomes pelos quais havia suspirado, levando em conta quantas noites ficou sem dormir. Ela cabe no peito tudo aquilo que por instantes a fez sorrir e mesmo que tenha jorrado uma nascente pura a brotar do cantil de seus olhos, ela preza, a felicidade foi intensa, o sorriso verdadeiro, o sentimento foi recíproco. Em seus pés, escreve com uma caneta bem forte a palavra ‘Sonho’ , pois acredita que seus pés precisem saber para onde devam ir.

   Era só a vontade de inclinar o peito no penhasco e sentir a brisa do perigo atravessar seus cabelos e invadir sua alma. Era a necessidade de ter dentro de suas veias o prazer de sua liberdade incondicional, de não dever nada a ninguém. Mas ela sabia, não podia, ainda não estava no fim. Até o seu penhasco teria de subir montanhas e pisar em pedras que em seu caminho estarão , ela sabe que ainda vai ter que molhar os cabelos em meio as tempestades, que terá de enfrentar o medo do escuro até enfim alcançar o seu pedacinho de céu.

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